quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Luiz Pucci afirma não haver cartel dos combustíveis em Goiás

Não existe cartel em Goiás, o que há é um alinhamento natural dos preços do combustível, foi o que disse o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Luiz Pucci, que participa neste momento de audiência pública, na Asssembleia.

O presidente explicou que em Goiânia existem muitos postos de gasolina, muitos até em uma mesma rua, e que se um deles coloca um detareminado valor do produto, os demais estabelecimentos seguem aquele preço. Motivo: correm o risco de vender bme menos o produto, segundo, Luiz Pucci.

Segundo afirmou, o Sindiposto não tem o papel de fiscalizar os postos, pois cada associado fixa o preço que achar necessário em seu produto. Nós não fazemos fiscalização, porque não temos poder de polícia justificou.

Quando questionado sobre a diferença de preços do interior do Estado e Goiânia, Luiz Pucci esclareceu que no entorno da capital as vendas são feitas somente em pagamento à vista, e que, por isso, os custos são mais baratos. Por exemplo, o aluguel para um posto situado na Avenida T-9 (em Goiânia) custa em torno de 10 mil reais por mês, no interior esses custos são menores.

A audiência pública debate o suposto alinhamento de preços de combustíveis e os preços abusivos praticados pelos postos da Capital. A audiência é uma iniciativa do presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, deputado José Nelto (PMDB).

TRIBUTOS

Em sua exposição, Luiz Pucci disse discordar dos estudos do presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, José Nelto (PMDB), e do promotor Érico de Pina Cabral. "O estudo precisa ser mais profundo, há alinhamento porque existe um preço único de venda da Petrobras, de onde todos os postos compram seu combustível", afirma.

O problema principal para o alto preço do combustível, segundo Pucci, é também a alta carga tributária. O presidente do Sindiposto diz ainda que empresas como Shell, Texaco e Esso têm mais estrutura e, por isso, os donos de postos têm menos despesas. "Quem é bandeira branca tem de arcar com todos os custos, já quem é vinculado à Shell, Texaco e Esso tem muitos custos arcados por essas empresas", destaca.

O presidente do Sindiposto diz, ainda, que o Carrefour "antigamente cobrava preços mais baixos porque descumpria leis trabalhistas, usava um só CNPJ para postos e supermercado, havia muitas ilegalidades".

Pucci também apresentou números, dizendo que há em Goiás 1.240 postos de combustível, sendo 230 em funcionamento na capital, com geração de 15 mil empregos diretos e 7 mil indiretos.

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